Feira do Livro de Joinville se transforma em Festival Literário de Santa Catarina

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Evento acontece de 21 a 31 de maio, no Centreventos Cau Hansen, amplia a programação cultural e traz Valter Hugo Mãe como destaque internacional

Com programação ampliada, novo formato e presença internacional, a tradicional Feira do Livro de Joinville passa a se chamar Festival Literário de Santa Catarina a partir de sua 22ª edição. O evento ocorre entre os dias 21 e 31 de maio, no Complexo do Centreventos Cau Hansen, com o tema “Histórias que inspiram”, consolidando-se como um dos principais festivais culturais do Sul do Brasil.

A estreia do novo formato traz como um dos grandes destaques o escritor português Valter Hugo Mãe, autor de obras consagradas como O remorso de Baltazar Serapião e A máquina de fazer espanhóis. Recentemente, um de seus livros, O filho de mil homens, ganhou adaptação para o cinema e está disponível na Netflix, ampliando ainda mais o alcance do autor junto ao público.

O lançamento oficial do Festival Literário de Santa Catarina ocorreu nesta terça-feira (10) e apresentou como principal diferencial o diálogo entre a literatura e outras linguagens artísticas, como cinema, teatro, música e artes visuais. A proposta é inserir Joinville na rota dos grandes festivais literários do país.

“Depois de 21 anos, a Feira do Livro amadureceu e cresceu. Entendemos que era o momento de trazer outras artes para além do livro e colocar Joinville no circuito nacional dos grandes festivais literários, que é uma tendência no Brasil”, afirma Sueli Brandão, idealizadora do evento.

Além da literatura, a edição de 2026 contará com mostra de cinema, coordenada pelo cineasta Alceu Bett, concurso de ilustrações, palestras, encontros culturais e atividades formativas. A programação também inclui música e teatro, ampliando a experiência do público.

Entre os autores confirmados estão nomes de destaque da literatura brasileira contemporânea, como Geovane Martins, conhecido por retratar a vivência da periferia carioca, além de João Anzanello Carrascoza, Paulo Scott, e os influenciadores literários Pedro Pacífico e Paulo Ratz.

A programação infantojuvenil terá curadoria de Tino Freitas e contará com autores consagrados como Ilan Brenman, Eliane Debus e Flávia Lins e Silva. Ilustradores e artistas gráficos como André Neves, Alexandre Rampazzo, Anelise Zimermann e o quadrinista Marcelo D’Salete, referência em HQs sobre negritude, história e resistência, também integram o evento.

Mantendo atividades tradicionais de edições anteriores, o festival promove o Seminário Catarinense de Bibliotecários, o Seminário Catarinense de Mediadores de Leitura, ciclos de palestras para professores, oficinas literárias, concurso literário e o Festival Catarinense de Contação de Histórias.

Segundo a diretora executiva do evento, Fernanda Brandão Santis, a Feira do Livro segue como o eixo central da programação. “A Feira continua sendo a espinha dorsal do Festival Literário, agora com atividades distribuídas em cinco palcos, além da tradicional Praça de Alimentação”, destaca.

A organização também anunciou que o evento terá um perfil mais sustentável e inclusivo, sendo um “festival verde”, com boas práticas ambientais, acessibilidade, atividades voltadas ao público 60+ e maior representatividade da literatura negra e periférica.

Como instituição homenageada, o Colégio Bonja, que completa 100 anos em 2026, foi escolhido em reconhecimento à sua contribuição histórica para a educação em Joinville. O diretor do grupo, Silvio Iung, será o patrono do Festival Literário de Santa Catarina nesta edição.

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