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Protocolo da PRF para atendimento a pessoas com autismo é debatido na Câmara de Joinville
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Foto: Divulgação -
Manual orienta abordagem humanizada e pode ser ampliado para outras forças de segurança em Santa Catarina
A Comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Câmara de Vereadores de Joinville (CVJ) discutiu, nesta segunda-feira (6), a aplicação do Manual M-038, protocolo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) voltado ao atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A iniciativa busca qualificar abordagens e garantir mais segurança a cidadãos neurodivergentes.
A apresentação foi conduzida pela policial rodoviária federal Sheila Wenning, que detalhou o desenvolvimento do manual e destacou a importância do manejo adequado em situações de abordagem e socorro. Entre as orientações, está a cautela no uso de sirenes e luzes de giroflex, já que estímulos sonoros e visuais intensos podem desencadear crises em pessoas com TEA, como pânico, fuga ou isolamento.
A proposta foi bem recebida pelos parlamentares. A vereadora Vanessa da Rosa (PT), presidente da comissão, destacou que práticas como as adotadas pela PRF poderiam ser ampliadas para todo o serviço público. Já o vereador Instrutor Lucas (PL) ressaltou a importância da capacitação das forças de segurança para lidar com situações envolvendo pessoas com autismo.
O vereador Pastor Ascendino Batista (PSD) sugeriu a expansão do protocolo para outras instituições de segurança pública no estado.
Protocolo pode chegar a outras corporações
A comissão aprovou uma moção para encaminhar o Manual M-038 à Polícia Militar de Santa Catarina (PM-SC), à Polícia Civil (PC-SC), à Polícia Científica e à Guarda Municipal de Joinville, com o objetivo de incentivar a adoção das diretrizes.
No entanto, a proposta ainda precisa ser aprovada em plenário. A votação deve ocorrer nas próximas sessões da Câmara e, se confirmada, o documento será enviado oficialmente às corporações.
A iniciativa reforça o debate sobre inclusão, capacitação e atendimento especializado no serviço público, especialmente no que diz respeito à segurança e ao acolhimento de pessoas com TEA.

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