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Presidente da Venezuela confirma acordo petrolífero com Estados Unidos
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Foto: reuters -
Delcy Rodríguez descreveu tratado como histórico e agradeceu Trump
"A Venezuela anuncia um acordo histórico com o governo dos Estados Unidos, que terá um impacto significativo no renascimento da nossa nação", anunciou a presidente interina Delcy Rodriguez, quase nove meses depois da captura do presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano.
Em um comunicado divulgado nas redes sociais, na sexta-feira (28), Rodríguez revelou que o acordo permitirá "um aumento considerável da produção de petróleo com a participação de operadores privados".
"[O protocolo prevê] o desenvolvimento de 17 campos estratégicos, com um potencial comprovado de 65 mil milhões de barris de petróleo.""
A dirigente acrescentou que prevê "um investimento de mais de US$ 100 bilhões de dólares e mais de USs 209 bilhões de dólares em receitas fiscais para o Estado".
A líder expressou "profunda gratidão" a Donald Trump, e ao chefe da diplomacia dos Estados Unidos (EUA), Marco Rubio, pela "sua disponibilidade para desenvolver" uma aliança que descreveu como "um marco histórico nas relações bilaterais".
Rodríguez afirmou que o acordo foi assinado graças ao "fortalecimento das relações" entre Caracas e Washington, que retomaram formalmente os laços diplomáticos em março, após um hiato de sete anos.
O protocolo facilitará um "fluxo significativo de investimentos destinados à recuperação e reconstrução da infraestrutura estratégica para o desenvolvimento" da indústria de hidrocarbonetos da Venezuela, garantiu a presidente interina.
A Venezuela possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo, estimada em 303 bilhões de barris de crude, o que representa cerca de 17% da oferta mundial, segundo a Administração de Informação Energética norte-americana.
"Estes investimentos contribuirão não só para a recuperação e modernização da nossa indústria, mas também para o crescimento econômico do nosso pais, a segurança energética do nosso hemisfério e um maior equilíbrio nos mercados internacionais."
A antiga vice-presidente de Maduro indicou que o objetivo é "avançar para a consolidação de uma potência energética produtiva", colocando as "imensas reservas ao serviço do desenvolvimento nacional, da criação de emprego, do aumento do rendimento dos trabalhadores e do bem-estar" dos venezuelanos.
"A Venezuela está, assim, consolidando uma nova etapa de recuperação, crescimento, produção, segurança e prosperidade para o nosso povo", acrescentou Rodriguez.
Na segunda-feira (24), a presidente interina tinha dito que o país está atualmente produzindo 1,23 milhões de barris por dia de petróleo, o nível mais elevado desde fevereiro de 2019.
EUA
Horas antes, Donald Trump anunciou que os Estados Unidos fecharam "o maior acordo de petróleo da história mundial", para assumir o controle de 65 bilhões de barris das reservas de petróleo da Venezuela.
Trump enfrenta uma pressão crescente para lidar com os elevados preços da gasolina, enquanto a guerra no Irá completa seis meses sem previsão de término.
As reservas estratégicas de petróleo norte-americanas caíram no início de agosto para menos de 300 milhões de barris, uma redução de mais de 100 milhões de barris desde o início de 2026.
Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos têm de procurar petróleo inexplorado, as reservas de petróleo sob solo venezuelano estão em grande parte mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas.
Mas, devido às fracas infraestruturas, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial.

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