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Varíola dos macacos ficou mais contagiosa após mutações, revela estudo

Foto: Terra

De acordo com um novo estudo alemão, o vírus responsável pela varíola dos macacos passou por uma mutação e se tornou mais contagioso. A teoria é que o patógeno já se encontra em processo de evolução e adaptação a humanos, algo que preocupa os especialistas.

Após vasculhar o genoma de 47 amostras do vírus de varíola dos macacos, os cientistas identificaram genes duplicados ou deletados no material genético encontrado em um dos pacientes, além de seis genes com mutações que alteram estruturas de proteínas.

Ainda não se sabe exatamente o que as mutações descritas até agora provocam no vírus, e o estudo também não está revisado por pares. De qualquer maneira, uma das teorias dos pesquisadores é que o vírus tem como reservatório natural roedores e outros animais, e na maioria dos surtos passados o baixo número de casos foi insuficiente para que o patógeno se instalasse de vez entre humanos, algo que pode mudar.

O que acontece é que as duplicações e deleções de genes fazem o cromossomo aumentar e diminuir em diferentes trechos e favorece a frequência de mutações com alterações funcionais no DNA do vírus.

Estudos anteriores indicam que o vírus em circulação atualmente pode já ter algumas diferenças funcionais em relação ao anterior. Cientistas também já ressaltaram a semelhança da linhagem do vírus que circula na Índia com outra que preocupou os EUA em 2003.

Por enquanto, os cientistas precisam conduzir mais estudos para entender o que cada mutação desse vírus por trás da varíola dos macacos pode representar. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o cenário brasileiro é "muito preocupante", já que o número de transmissões e novos casos está em alta. Na última sexta-feira (22), a Saúde informava que eram 607 diagnósticos positivos, mas atualmente, o número chega a 978.



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