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JI ONLINE - MEMÓRIA : Iririú sua história e sua gente

Ary Silveira de Souza

Foto: Arquivo/JI
José Brittes ? entrevistado pelo Jornal do Iririú em julho/2000

Os tempos eram difíceis, conta José Brittes. "Muitos moradores retiravam folhas de árvores dos manguezais que eram vendidas para uma indústria de tinta para tingir tecidos. Era preciso uma canoa cheia de folhas para conseguir dinheiro necessário para a compra do pão para a família".

Natural do bairro Iririú onde nasceu em 21 de dezembro de 1929, José Brittes, filho de Hermógenes Brittes e Maria Ribeiro de Andrade Brittes. De seu casamento com Cecília, falecida em 1985, nasceram 9 filhos. Tem também uma filha de seu segundo casamento com Maria, sua segunda esposa.

Ele conta que no bairro existia somente uma escola que ficava na esquina das ruas Iririú e Xaxim, uma casa que pertencia a Francisco Gomes de Oliveira. Para concluir o primário, passou a frequentar o Grupo Escolar Germano Timm.


Juventus FC/divulgação/Ao lado de Rodinei da Silva, presidente do Juventus, José Brittes é homenageado em setembro/2007 na comemoração dos 60 anos do clube.

A antiga estrada que fazia a ligação entre os atuais bairros Iririú e Boa Vista denominava se Caminho Velho. Começava na Sociedade Esportiva e Recreativa Alvorada e terminava onde está a Granalha de Aço. A região era formada por áreas de mangue e muita mata. José Brittes conta que as estradas eram muito ruins e havia muita lama e para possibilitar a passagem de carroças eram feitos estivados, também não havia iluminação púbica.

Casa da Família:

" Nossa casa ficava onde hoje está o estacionamento da Igreja São Sebastião. As terras de meu pai se estendiam até a travessa Maria R. Maia e de lá, até a rua Tuiuti. O terreno onde está o campo do Juventus Futebol Clube, foi doado por meu pai e por isso é denominado 'H. de Brito."

Igreja:

"Por ocasião de minha primeira comunhão, a igreja ficava onde está o Centro de Formação Padre Valente Simioni. A igreja foi construída com realização de mutirões. Eu também trabalhei na obra."

Futebol:

"Entre os momentos que mais marcaram minha vida, estão os de natureza esportiva, principalmente os fatos ligados ao Juventus, onde fui secretário e presidente. Minha outra paixão eram os namoros. Eu gostava demais de namorar, mas naquele tempo moravam poucas famílias nesta região que era conhecida por Guaxanduva. Em terreno aos fundos do Centro Social Urbano, tinha um engenho de arroz, onde o encarregado promovia bailes, no local denominado paiol, eram realizados os mais animados bailes e surgiam as oportunidades para namorar as mocinhas.Também aconteciam bailes no salão Lüttke e Sete de Setembro, na esquina da rua Piratuba e depois do Cometa."

Trabalho:

" Eu trabalhei 35 anos na prefeitura, onde meu pai também trabalhou. A maioria das pessoas do bairro trabalhava no Centro, conheci algumas pessoas que trabalhavam na firma Germano Stein. Onde está o bairro Jardim Iririú existia uma indústria que produzia tinta através da industrialização das folhas do mangue. Dezenas de pessoas retiravam as folhas das árvores e, usando canoas descarregavam na fábrica. Era muito difícil, para ganhar dinheiro para o pão era preciso uma canoa cheia de folhas.".

Curiosidade:

" Há alguns anos, acabei comprando a casa onde funcionava a escola que estudei. Com a abertura da rua Xaxim, a casa teve que ser demolida, em seu lugar construí outra onde hoje moro. O sobrenome Brittes, às vezes aparece como Brito, era por motivo de erro cometido no ato do registro no cartório".

Guaxanduva:

" Acho que a denominação foi dada a esta região pela existência de grande quantidade de guaxuma, um arbusto que os moradores usavam para fazer vassouras. Aqui na minha casa tem alguns pés, ainda ontem cortei para fazer vassoura", concluiu José Brittes. (Iririú sua história e sua gente, publicada no Jornal Iririú, edição de julho/2000)


Ary Silveira de Souza - Editor do JI OnLine







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