LETRINHAS DO RDB

Textos de 4ª série - Roberto Dias Borba

ROBERTO DIAS BORBA Joinvilense - jornalista. Filho de João Sotero Dias de Borba e Veronica Ida Borba. Casado com Vilma Ramos Borba. Pai de Ubiratan, Paulo César e Rubens. Nasci, me criei e conheci o esporte no bairro Glória - em Joinville. Três minutos, três gols era o lema do Leão do Alto da rua 15 - o Glória de tanta tradição, história e craques da bola. A minha trajetória na imprensa começou oficialmente em agosto de 1975, no extinto Jornal de Joinville. O maior período de atuação, mesmo distribuído em duas oportunidades, foi em A Notícia, por exatos 24 anos e oito meses. O rádio entrou no meu currículo em 1991, iniciando na Difusora AM 1480, e, depois, também na Globo (atual Clube) AM 1590. Em televisão, foram algumas intervenções nos campeonatos catarinenses de 1995 e 1996, pela RBSTV (atual NSC) e ainda no canal por assinatura TV da Cidade. O esporte faz parte de minha vida desde antes do nascimento e sigo nesta caminhada até os dias atuais.

As intervenções de repórteres e até mesmo apresentadores de estúdio, nas televisões e emissoras de rádio, são agora recheadas de descontração que chegam ao ridículo. Nos jornais, os textos não ficam distante desta nova linha. Estão fazendo com que a informação passe a ser um motivo de riso, igual a uma anedota, uma verdadeira piada.

No meu ingresso no jornalismo, televisões tinham noticiários basicamente com um locutor imitando uma transmissão de rádio, mas com o tom da seriedade. Lá nos idos de 1975, em nosso cotidiano, a disputa pelo leitor era uma briga com as notícias em primeira mão. E se isso não fosse suficiente, era preciso de um atrativo a mais. Foi ai que Toninho Neves sugeriu para o noticiário policial ter uma linguagem mais descontraída. E não deu mais nenhuma orientação.

Achei que tinha entendido e logo tratei de dar aquela repaginada naqueles textos básicos em que a pessoa apresentava sua reclamação e ficava registrava no "livro de queixas", o que seria o atual boletim de ocorrências, sempre disponível na sala dos comissários na única delegacia existente na época.

Foram diversas ocorrências naquela edição, logo na página 2, e bem na vista dos leitores. Não demorou para no meio da manhã dona Lurdes Kruger, a gerente geral do jornal, entrar na redação e não se fez de rogada, como era seu estilo, e disparou na frente de Toninho: "Quem é que fez esta redação de 4ª série?" Após esta observação é lógico que na edição seguinte voltamos ao estilo tradicional, sem usar qualquer termo ou maneira que não fosse a informação com seriedade e que pudesse levar a certeza do que o leitor estivesse lendo.

DE ONDE VEIO ESSE RDB

O meu nome é seguido por dois sobrenomes. Por isso, prefiro que seja sempre citado pelo nome completo. Nos meios de comunicação, quase como uma regra, ocorre uma forma natural de jornalistas serem mencionados apenas pelo nome e um sobrenome. A maneira que encontrei de ser anunciado sem a exclusão de nenhum dos sobrenomes ocorreu depois que Fernando Pinto assumiu a chefia de redação dse A Notícia e colocou em prática mudanças na forma da assinatura dos textos.

Com o sistema Fernando Pinto em prática, o texto de abertura trazia logo após a manchete o nome completo (com um ou dois sobrenomes). E o texto complementar, que no jargão jornalístico é conhecido como box, a assinatura do autor era colocada ao final apenas com as iniciais. Assim, o Roberto Dias Borba do texto de abertura, tinha no final do segundo texto apenas as iniciais RDB.

Logo que passou a ser usado este método, notei que algumas pessoas passam a me cumprimentar de forma diferente. O tradicional "olá. Borba" foi trocado pelo "tudo bem, RDB". O saudoso Lourival May, do bolão, foi um dos primeiros desta fila. Jairo Anelo e Paulinho Hoffmann, no JEC, também deram voz ao novo codinome, que passou a ser a minha maneira mais rápida de ser anunciado e apresentado.




 





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