LETRINHAS DO RDB

O bicho acabou escapando - Roberto Dias Borba

ROBERTO DIAS BORBA Joinvilense - jornalista. Filho de João Sotero Dias de Borba e Veronica Ida Borba. Casado com Vilma Ramos Borba. Pai de Ubiratan, Paulo César e Rubens. Nasci, me criei e conheci o esporte no bairro Glória - em Joinville. Três minutos, três gols era o lema do Leão do Alto da rua 15 - o Glória de tanta tradição, história e craques da bola. A minha trajetória na imprensa começou oficialmente em agosto de 1975, no extinto Jornal de Joinville. O maior período de atuação, mesmo distribuído em duas oportunidades, foi em A Notícia, por exatos 24 anos e oito meses. O rádio entrou no meu currículo em 1991, iniciando na Difusora AM 1480, e, depois, também na Globo (atual Clube) AM 1590. Em televisão, foram algumas intervenções nos campeonatos catarinenses de 1995 e 1996, pela RBSTV (atual NSC) e ainda no canal por assinatura TV da Cidade. O esporte faz parte de minha vida desde antes do nascimento e sigo nesta caminhada até os dias atuais.

Quem diria! O nosso Glória estava sendo o fiel da balança. Para isso, o confronto com a Tupy estaria determinando o rumo que o troféu da primeira edição do citadino de futebol infantil, disputado em 1973, iria ser definido. O Caxias, que estava de folga, torcia pelo empate. Para o time do Boa Vista só interessava a vitória. No meio desta encrenca estávamos nós, os garotos do Glória.

Tupy e Glória era um dos dois jogos que estavam atrasados e ocorreriam em dia e horário que não eram habituais. Ao invés das manhãs de domingo, os dois jogos ocorreriam numa quarta-feira à noite, mantendo o local costumeiro - o Ernestão. A rodada começou cedo, pois o jogo principal, às 21 horas, seria pelo Catarinense de profissionais, entre Caxias e Juventus de Rio do Sul.

Os profissionais do Caxias já estavam no estádio e, volta e meia, chegavam no alambrado para ver como estava a preliminar. A curiosidade era para saber se o time dos garotos iria chegar ao título com a ajuda gloriana.

O Gualicho usou a cartilha que recomenda um incentivo extra para conseguir que o adversário traga o resultado que lhe convém. Para isso, Linor do Rosário, treinador caxiense, anunciou com antecedência que estaria destinando um bicho de 5 cruzeiros para cada jogador do Glória, caso o alviverde levasse o empate até o final do jogo.

Entramos em campo com dois jogadores a menos. A regra permitia e fomos nos ajeitando conforme os ponteiros do relógio estavam caminhando. Até o intervalo estava tudo de acordo e o bicho parecia chegar mais perto de nossos bolsos. Aliás, conforme o Caxias pretendia para ser campeão. A Tupy era só ataque. O inevitável, ou o gol auri cerúleo, surgiu quando o nosso lateral esquerdo Carlito não conseguiu impedir um chute forte de longa distância de Edilson.

A bola, caprichosamente, foi para o fundo das redes. Gol da Tupy e, consequentemente, o troféu indo para os lados do Boa Vista. Decepção que não conseguimos esconder. E só voltamos a realidade quando o zagueiro J. Alves, que estava se preparando para o jogo principal, não se conteve, subiu no alambrado e soltou aquela pérola: "Linor, paga o bicho. Paga o bicho, Linor". A algazarra de J. Alves livrou-nos do mau humor daquela derrota.

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Esta é uma das crônicas que fazem parte de uma futura publicação, que terá o nome de "Glória´s do Menino Jornalista", uma coletânea de textos em que relato fatos marcantes de minha vida e a trajetória no jornalismo joinvilense e catarinense. Apoiadores e patrocinadores são bem vindos.

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RDB/Edilson se destacou no JEC e em muitos times do futebol profissional












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